Empreender na Música

Playlist Rock Startup: Faça parte da playlist oficial de bandas da rede!

Como vocês já sabem, todo mês nós preparamos uma playlist de rock autoral das bandas da rede Rock Startup, é sempre muito massa conhecer de perto o trabalho de cada artista independente, e uma das formas que o Rock Startup encontrou para divulgar o trabalho de suas Bandas Startups foi criando a Playlist de Bandas da Rede no Spotify!

Já rolaram 5 playlists ao todo e foram 44 bandas selecionadas, cada banda em uma determinada playlist com uma temática própria, umas mais agitadas, outras mais calmas, outras para homenagear as mulheres musicistas e por aí vai!

Se liga no que já rolou!

Playlist: Bota o Pé na Rua!
Somba, Folsoms, Bemvirá, Trialgo, Leso, Nasio, Tango Charles, Cordilheira, Ink e Gamp

Playlist: Se Liga no Riff!
Preto Massa, Rockstrada, Remove Silence, Studio zero, Eduardo Branca, Camaleão e os Bichos do Mato, Moskkana, Condilheira, Allos e Scars From the Last fight

Playlist: Feliz e Nada Mais!
Desorquestra, Dom Pescoço, Rockstrada, Caosbanal, Sociedade Crua, Rocket Five, Todos os Céus, Supersonido, Erwins e Os Juls

Playlist: Rock das Mina!
Nathália Pôrto, Vox Ignea, Teorias do Amor Moderno, Bum Pump., Lili Band, Carcadia, Night Ticket, Dead Parrot, Elder King, Dopaminas e Napkin

Playlist: On The Road!
Roboto, Gamp, Bud Pump., Sofá a Jato, Trialgo, Revolução, Banda Gente, Dom Pescoço, Lobos de Calla e Eliezer Gonçalves

Para participar basta clicar no botão abaixo!

Cadastre sua banda, e quando rolar uma playlist que combine com sua música, lançamos e te avisamos!
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Debates

Qual a relação do ECAD com os direitos nas mídias digitais?

Desde alguns anos, época em que se julgava mal quem baixava músicas por torrent, já sabemos que a internet influenciou completamente o modo como se arrecada os direitos autorais. Porém, essa ainda é uma questão aberta — já que as transformações que ocorreram foram muito mais rápidas do que nossa capacidade de entender o que se passa.

O debate sobre essa questão sempre divide muitas opiniões. De um lado, existem aqueles que acreditam que a internet acabou com a forma do compositor trabalhar e de um outro, há quem acredite que a mudança é inevitável e devemos nos adaptar criativamente a elas. O fato é que as transformações estão acontecendo e independente de opiniões é para esse novo mundo que estamos caminhando.

O caso Neil Young

Um exemplo recente ocorreu com o cantor e compositor canadense Neil Young. Há algum tempo ele se posicionou contra os serviços de streaming, por causa da baixa qualidade da transmissão, e chegou até proibir que suas músicas fossem divulgadas por lá. Porém, isso é prejudicial para ambos os lados (tanto artista quanto fã) que se vêem privados de ter essa relação saudável na internet.

Ao perceber isso, o cantor lançará no próximo dia 1 de Dezembro uma plataforma só sua, a XStream, em que divulgará TODOS seus trabalhos de forma gratuita e com altíssima qualidade, sem compressão: “(O arquivo é) um lugar que qualquer pessoa pode visitar e ouvir canções que já lancei em minha carreira com a melhor qualidade possível. É a forma como ele foi pensado. No começo, tudo será de graça.” – afirmou ele.

Preview da Plataforma do Neil Young

O legal dessa postura do cantor canadense é que, ao invés de negar a nova realidade em que vivemos, ele encontrou uma maneira criativa de manter seu trabalho na rede, ainda que ele tivesse algumas objeções para isso. A gente que é fã fica feliz com posturas como essa!

O ECAD e as mídias digitais

O ECAD abriu definitivamente o segmento de “mídias digitais” em Junho de 2010 e só a partir daí começou a lidar um pouco mais de frente com o problema da distribuição na internet. Porém, desde 2008 já realizava alguns tipos de pagamentos menores relativos às mídias digitais.

Uma das grandes dificuldades encontradas são relativas às maneiras de cobrança. Como isso deve ser feito? Por causa disso, hoje isso funciona de forma específica para cada serviço de streaming como Itunes e Youtube. Questões como periodicidade de pagamentos e porcentagem de valores repassados são negociados com cada plataforma em específico.

No caso do Youtube, por exemplo, o acordo é que a plataforma repasse 2,5% de seu faturamento bruto para a distribuição, sendo que o repasse para o compositor é feito SEMESTRALMENTE e de forma proporcional ao número de visualizações em cada vídeo.

Já no caso do Itunes, a Apple exigiu que para a entrada de uma loja virtual da marca no país, deveria haver apenas UM órgão responsável para o recebimento dos direitos autorais. Diferentemente do que acontecia no sistema tradicional do ECAD em que o dinheiro era repassado para as inúmeras agências associadas e só aí transferidas aos artistas. Por causa disso, foi criada a UBEM (União Brasileira de Editoras de Música) que atualmente cuida das negociações com o Itunes e também com a Deezer, Rdio, Nokia e Google.

É importante deixar claro que: ainda que exista a UBEM e outras instituições intermediadoras, é o ECAD o órgão com maior poder para atuar nessas negociações.

Conheça as 4 rubricas aceitas no ECAD atualmente

O que vale atualmente são 4 categorias:

  • Internet Show: shows exibidos de forma simultânea pela internet. Possui distribuição mensal e direitos apenas para o autor;
  • Simulcasting: transmissão simultâneas de rádios AM/FM na internet. Distribuição trimestral e direitos de autor e conexos;
  • Internet Demais: músicas em sites e rádios digitais. Distribuição semestral e direitos para o autor e conexos.
  • Streaming: serviços como Spotify, Deezer e Rdio e possuem distribuição trimestral e direitos apenas para o autor.

Gostou de saber um pouco mais de como funciona a distribuição de direitos autorais na internet?  Possui alguma dúvida? Comenta aqui embaixo!

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