Empreender na Música

5 perfis de músicos que ajudam no insucesso de uma banda

Durante o mês passado, lançamos uma série de posts que diziam “marque aqui o integrante da banda que é o mais…(perfeccionista, medroso, atrasado etc.)”. Além da brincadeira para gerar uma interação entre os músicos nas redes, o propósito desta campanha foi levantar o quanto alguns hábitos ruins, por estarem estigmatizados e terem até virado zoeira, podem estar afetando a sua banda por não deixar focar no que realmente importa!

Do ponto de vista da cultura empreendedora, nós entendemos que tudo começa a partir da sua postura e não acreditamos em desculpas para deixar de fazer acontecer. O que é preciso é usar os recursos disponíveis, mesmo que escassos, de forma inteligente e não simplesmente sair dando murro em ponta de faca, sem medir as consequências.

Para abrirmos um melhor diálogo a respeito disso, separamos a seguir 5 principais hábitos que podem estar fazendo com que sua banda esteja tendo insucesso. Confira:

1.   Aquele que não quer arriscar

Ter uma banda é ter um negócio que pode valer muito nas mãos. E aqui estamos nos referindo ao valor financeiro, mas também ao valor sensível e simbólico que isso pode trazer para a vida das pessoas. Portanto, ao fazer arte e criar a sua música, o seu som, você já está escolhendo necessariamente a alternativa menos cômoda: a de criar suas próprias trajetórias, ao invés de seguir as dos outros. A de mostrar o que você tem em você e ser exposto a tudo, julgamentos ruins e bons, por isso.

Só por estes motivos, encarar o processo de ter uma banda autoral e querer levar isso de forma séria, para que dê retorno concretos, tanto em questão de números de fãs quanto em sucesso de vendas, já é um grande desafio.

Porém, o medroso nunca quer correr riscos e só aceita caminhar na profissão depois que algum outro artista validou um caminho e ele viu que dá certo.

Não adianta ser um músico com uma postura muito receosa diante das coisas, pois é preciso entender que não existe UM caminho certo, mas sim possibilidades e se você acredita nelas, você deve encarar os riscos. Aliás, algo que conta MUITO na conquista dos fãs é a autenticidade, ou seja, fazer algo de uma forma que ninguém nunca fez. E isso só é possível correndo riscos…

Claro que isso não significa não medir nunca as consequências, estamos falando de riscos calculados,  mas isso é papo pra outro tópico…

2.   Aquele que não aceita errar

Logo depois do perfil do medroso, vem o do perfeccionista. Esse é o tipo de músico que, certas vezes, chega até a se destruir para tentar aproximar do que ele considera perfeito. Um perfil assim é bastante complicado, pois geralmente cria atritos com os outros músicos exigindo demais deles ou até mesmo de si próprio, o que acaba pesando muito o ambiente para a criação saudável. E o pior, na maioria dos casos, o perfeccionista tem a sua ideia de perfeição fechada e qualquer coisa que ameace isso pode tirá-lo do sério.

Atenção! Querer fazer as coisas da melhor maneira possível, da forma mais séria e compromissada, não é ser perfeccionista. O que estamos falando é daqueles que não aceitam que sempre algo vai sair do controle e que shit happens. Vão ter dias em que não será o melhor show da banda, por diversas razões, e isso é a realidade, não tem como mudá-la e está tudo bem! Portanto, é importante saber aceitar melhor as limitações próprias e a dos outros.

3.   Aquele que é nunca chega na hora marcada

No Brasil, é até difícil falar sobre isso, já que, infelizmente, esse mau hábito está bem arraigado em nossa cultura — o que faz parecer que isso é normal. Parece inclusive que estamos exagerando em achar que aquele integrante que chega atrasado sempre (porque O atrasado é sempre atrasado) nos ensaios, shows e demais compromissos não está agindo errado e que não tem nada de mais. Apesar disso ser comum, isso é muito grave e pode até fazer com que contratantes e investidores desistam de apostar na sua banda, por exemplo.

Além do mais, chegar atrasado nos compromissos de uma BANDA é afetar negativamente todos os integrantes e não somente a si. Ei, atrasado, não seja egoísta, você não está sozinho. Pense nisso!

4.   Aquele que não mede as consequências

Ao contrário do medroso que não quer nunca arriscar e só quer seguir passos já validados por outras bandas e artistas, esse perfil aqui quer ir fazendo e não importa as consequências. Está claro que o problema aqui são os extremos, né?


Deixar de medir as consequências é uma forma insensata de usar a energia criativa que sua banda tem e pode acabar frustrando muito a todos, se analisarmos a longo prazo.

O ideal é usar toda essa paixão e vontade de fazer acontecer de forma mais otimizada possível, isto é: conseguindo ir mais longe, com o menor gasto de energia possível correndo riscos calculados!

 

5.   Aquele que só toca por diversão

Uma banda só de pessoas que só tocam para diversão, para se encontrarem no fins de semana não é o problema. Porém, uma banda que quer viver de música e que tem um integrante que não leva aquilo muito a sério e acredita que essa profissão nunca vai dar dinheiro, pode prejudicar e muito os outros que querem fazer acontecer.

Esta é, basicamente, uma questão de alinhamento, mas não deixa de ser um fator que pode prejudicar.

 

Esses foram alguns perfis que selecionamos como podendo ser prejudiciais para a sua carreira na música.

Esperamos que todos esses hábitos citados, que podem estar arraigados, em menor ou maior grau em você, possam fazer você pensar melhor a respeito da sua postura diante da sua carreira. Qual parte do que você faz realmente está influenciando nos resultados que vocês estão colhendo?

Você pensou em algum outro que não comentamos aqui? Comente aqui em baixo:

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Playlist Rock Startup: Faça parte da playlist oficial de bandas da rede!

Como vocês já sabem, todo mês nós preparamos uma playlist de rock autoral das bandas da rede Rock Startup, é sempre muito massa conhecer de perto o trabalho de cada artista independente, e uma das formas que o Rock Startup encontrou para divulgar o trabalho de suas Bandas Startups foi criando a Playlist de Bandas da Rede no Spotify!

Já rolaram 5 playlists ao todo e foram 44 bandas selecionadas, cada banda em uma determinada playlist com uma temática própria, umas mais agitadas, outras mais calmas, outras para homenagear as mulheres musicistas e por aí vai!

Se liga no que já rolou!

Playlist: Bota o Pé na Rua!
Somba, Folsoms, Bemvirá, Trialgo, Leso, Nasio, Tango Charles, Cordilheira, Ink e Gamp

Playlist: Se Liga no Riff!
Preto Massa, Rockstrada, Remove Silence, Studio zero, Eduardo Branca, Camaleão e os Bichos do Mato, Moskkana, Condilheira, Allos e Scars From the Last fight

Playlist: Feliz e Nada Mais!
Desorquestra, Dom Pescoço, Rockstrada, Caosbanal, Sociedade Crua, Rocket Five, Todos os Céus, Supersonido, Erwins e Os Juls

Playlist: Rock das Mina!
Nathália Pôrto, Vox Ignea, Teorias do Amor Moderno, Bum Pump., Lili Band, Carcadia, Night Ticket, Dead Parrot, Elder King, Dopaminas e Napkin

Playlist: On The Road!
Roboto, Gamp, Bud Pump., Sofá a Jato, Trialgo, Revolução, Banda Gente, Dom Pescoço, Lobos de Calla e Eliezer Gonçalves

Para participar basta clicar no botão abaixo!

Cadastre sua banda, e quando rolar uma playlist que combine com sua música, lançamos e te avisamos!
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Entrevista: Lobos de Calla conta tudo sobre a indicação de “Verdade Absoluta” para o 6° Festcine, no Paraná

Que a vida imita a arte já virou senso comum, mas neste caso aconteceu uma dessas coisas lindas de se ver: uma música que transbordou as barreiras do seu segmento artístico e se estendeu até um outro: o cinema. Quando essas coisas acontecem, a gente se lembra de que na verdade, como disse Gombrich “a arte não existe, o que existe são os artistas”.

No último dia 19, a banda da rede Lobos de Calla, que tocou em duas edições de nosso festival, foi surpreendida com a ótima notícia de que seu videoclipe “Verdade Absoluta”, gravado há 4 meses e produzido de forma 100% independente, é um dos indicados do 6° Festcine, o Festival de Cinema de Pinhais no Paraná!

Ao sabermos disso, vibramos junto com eles — pois, pelas redes sociais pudemos acompanhar todo o processo de gravação do videoclipe, que você pode conferir melhor neste vídeo aqui, como também desabafos emocionados na página oficial como:

Foram dez horas de trabalho, pouquíssimo tempo para comer alguma coisa e muita vontade pra fazer acontecer! A gente nem sabe como agradecer!”

Gratidão!Foram dez horas de trabalho, pouquíssimo tempo para comer alguma coisa e muita vontade pra fazer…

Publicado por Lobos de Calla em Segunda, 13 de novembro de 2017

Foto: Equipe no Galpão Cine Horto

Além de vibrar juntamente com eles, achamos mais do que necessário compartilhar essa história aqui no blog e fazer com que outras bandas da rede possam se inspirar com essa bela trajetória!

Nessa breve entrevista, o baixista Bernardo Silvino contou todos os detalhes para a gente de como foi essa conquista! Confira e se inspire! Parabéns, Lobos!

Como foi esse processo de gravação do videoclipe independente?

“Surgiu do acaso, enxergamos uma oportunidade onde teoricamente não tinha. Tudo iniciou quando eu (Bernardo) comecei um curso de iluminação cênica, eu precisava apresentar um projeto final para o curso, foi quando tivemos a ideia de fazer o videoclipe! Tínhamos a ideia e vontade de realizar, mas estávamos sem um centavo!”

Como foi a seleção da equipe?

“Partiu dos colegas que faziam o curso comigo, eles abraçaram a ideia de um jeito incrível, daí surgiram parcerias e apoios super importantes que fizeram o videoclipe ser possível. Fizemos uma pré-produção digna de cinema, com direito a storyboard e tudo mais.”

Por que escolheram esse local para gravar o videoclipe?
“Quando visitamos o teatro antes das gravações, na hora veio em mente a nossa música, e nós pensamos que casaria muito bem. É um local escuro, grande, onde eu já frequentava por conta do curso, e com os nossos contatos e o apoio dos professores, conseguimos uma data e um horário!

Qual foi o maior desafio de vocês nesse processo?
“O tempo era escasso! Nós tínhamos que fazer tudo dar certo naquele dia e naquele horário pois dificilmente teríamos uma nova chance”

 

Pretendem voltar a fazer um trabalho assim?

“Estamos dando muito foco no audiovisual, pretendemos fazer um videoclipe para cada faixa do novo álbum que lançamos”

O que vocês diriam para quem pretende gravar um videoclipe independente?

“Tem que tomar muito cuidado, uma ideia jogada no ar não vale de nada, o que vale é a execução, não use a falta de equipamento para não realizar, tem muito celular com câmera de qualidade, youtube está aí você aprender a editar, tem que ter foco, botar em prática, executar e buscar as parcerias para fazer isso se realizar”

Como que foi a participação e indicação no Festival de Cinema de Pinhais?

“Foi inesperado mas as inscrições abriram logo depois de estarmos com o videoclipe pronto, participamos já com tudo na mão”

Como vocês se sentiram quando foram indicados?

“Uma alegria muito grande, foi um trabalho feito com muito suor e lágrimas, sem nem um tostão do bolso, tivemos muitas pessoas que acreditaram na banda, tivemos o apoio dos professores e dos nossos parceiros”

O fato da indicação mostra a capacidade de vocês em realizarem um bom videoclipe independente, vocês pretendem realizar esse mesmo trabalho com outras bandas?
“Na verdade nem tinha pensado nisso, tivemos uma sincronia legal, por que não? É interessante talvez se organizar, a banda ganha um videoclipe, quem produz ganha um portfólio, é uma relação ganha ganha”

Gostou da entrevista? Confira o videoclipe na íntegra:

FICHA TÉCNICA:

Direção e Roteiro: Taísa Campos
Produção: Bernardo Silvino
Direção de Elenco: Danielle Fortunato
Direção de Fotografia: Andrey Zanetti
Iluminação: Andrey Zanetty, Bernardo Silvino, Danielle Fortunato, Taísa Campos
Direção de Arte: Taísa Campos Edição: Bernardo Silvino e Taísa Campos
Técnico de Iluminação: Orlan Torres (Sabará)
Música Original: Lobos de Calla
Elenco: Eduardo Ladeira, Bernardo Silvino e Diego Mancini (Lobos de Calla); Danielle Fortunato
Orientadores: Jésus Lataliza e Rodrigo Marçal

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