Empreender na Música

Pense Fora da Caixa: 5 Dicas para Você Pensar sua Música de Forma Diferente

No mundo do empreendedorismo, a expressão “think outside the box” é muito comum. No Brasil, a tradução literal é “pense fora da caixa” e isso significa um convite para olhar com outros olhos para os mesmos problemas. Se você quer olhar para a sua música com olhos inovadores, continue lendo!

Não dá para olhar para a realidade da mesma forma e achar que isso vai lhe ajudar a encontrar uma saída mágica para as coisas. Você tem que entender que o exercício de olhar de forma totalmente criativa e inédita para os problemas pode te levar muito longe e te fazer ser ÚNICO para o seu público!

Por isso, separamos 5 dicas para você começar a pensar sua música fora da caixa. Confira:

1. Você não precisa de intermediários para falar com seu público

Essa é uma ideia que já vem sendo desconstruída, principalmente se sua banda possui uma vida ativa no cenário da sua cidade e país. Isso porque, se você está na estrada, certamente já percebeu com as experiências que não existe mais esse papo de ter um intermediário, como uma gravadora, por exemplo, que aproxime sua música ao seu público.

Com a invenção da internet, essa barreira e esse bairrismo foram postas abaixo. Exatamente por isso, também, que o cenário underground vêm ganhando cada vez mais força.

Para você que ainda não caiu na estrada e está estudando as melhores maneiras para fazer a sua música dar certo, comece a pensar dessa forma de uma vez por todas: você não precisa de intermediários para falar com seu público!

Por isso, não fique esperando que vão descobrir a sua música por acaso, por melhor que ela seja. Também não espere que o Rick Bonadio vai te produzir e por isso sua carreira vai estar garantida. Trabalhe em conquistar de verdade seu público e transformá-los em seus fãs!

Uma carreira musical forte e estruturada, nos dias de hoje, precisa necessariamente de uma base de fãs conquistada por meio das redes. Portanto, mãos à obra! Vá atrás do seu público alvo. Ferramentas gratuitas de interação social e de divulgação do seu trabalho é que não faltam!

2. Entenda a gravação antes de ir pro estúdio

Outro mito e comodismo que as bandas geralmente têm é em relação ao momento de gravação. Isso porque a maioria pensa que, só o fato de estar pagando um profissional isso seja suficiente para fazer a sua música acontecer. Isso não é verdade.

Isso vale principalmente para a galera que produz para o mercado autoral. A música é sua, então só você sabe o jeito que ela tem que ser, o jeito que você imaginou e que vai passar a emoção que você quer.

Para que isso seja feito da forma esperada, sua banda não pode depender APENAS de um bom profissional. É necessário que antes de partir pro estúdio, se estude de forma geral como é feita a gravação para que você possa aproveitar o máximo os recursos que existem para fazer a sua canção acontecer da melhor forma.

3. Pare de divulgar: interaja!

As redes sociais não foram feitas para ser uma vitrine de seus produtos. Esse marketing tradicional não funciona nas mídias digitais. Elas existem para gerar valor por meio de trocas e interações. Portanto, antes de chamar todos os seus amigos para curtirem a sua fanpage no facebook e encherem eles de propaganda sobre sua agenda de shows e seus produtos lançados, invista em gerar conteúdos relevantes e que agreguem valor para seu fã!

4. Nem sempre seu amigo é seu fã!

Essa é uma dica muito importante para você que deseja ir além e realmente pensar fora da caixa. Seu amigo não é seu fã! Isso não significa que ele não goste verdadeiramente de sua música e de seu trabalho. A questão aqui é que ele não é a pessoa mais apropriada para te dar um feedback real sobre o seu som, já que ele acompanhou a sua luta e viveu os bastidores disso e também pode não querer dizer a verdade para não lhe desagradar.

Busque opiniões de pessoas neutras, que não vão ser influenciadas pelo aspecto afetivo e pessoal com você, e que possa lhe dar críticas realmente construtivas sobre o seu trabalho. Aqui no Rock Startup a gente faz isso regularmente, à pedido das bandas. Se você tem um som autoral e deseja receber um feedback construtivo sobre seu som, mande um email para musica@rockstartupfestival.com.

5. Entenda que a colaboração vai te levar mais longe

Tire da cabeça de uma vez por todas a ideia de que se você compartilhar contatos e dar dicas espertas sobre os erros e as experiências que sua banda teve isso vai fazer com que outras bandas saiam na sua frente!

Não existe concorrência no ramo da música. Seu público pode escutar o seu som e de mais outras bandas e gostar de todas da mesma forma. Quem pensa assim pode estar querendo se defender porque não possui uma identidade musical – algo bom e único, realmente inovador, que as pessoas vão querer consumir.

Tem espaço para todo mundo e mais: um cenário colaborativo torna as oportunidades mais ricas para todos! Essa é a tendência do mundo em rede que vivemos e deixar isso de lado é andar pra trás.

Gostou do exercício de pensar um pouco fora da caixa sobre essas questões? Tente aplicar esse exercício de pensar diferente do esperado e verá muitas vantagens na sua carreira! Comenta aqui embaixo como tem sido essa experiência e como essas dicas te ajudaram! Até a próxima!

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Debates

Qual a relação do ECAD com os direitos nas mídias digitais?

Desde alguns anos, época em que se julgava mal quem baixava músicas por torrent, já sabemos que a internet influenciou completamente o modo como se arrecada os direitos autorais. Porém, essa ainda é uma questão aberta — já que as transformações que ocorreram foram muito mais rápidas do que nossa capacidade de entender o que se passa.

O debate sobre essa questão sempre divide muitas opiniões. De um lado, existem aqueles que acreditam que a internet acabou com a forma do compositor trabalhar e de um outro, há quem acredite que a mudança é inevitável e devemos nos adaptar criativamente a elas. O fato é que as transformações estão acontecendo e independente de opiniões é para esse novo mundo que estamos caminhando.

O caso Neil Young

Um exemplo recente ocorreu com o cantor e compositor canadense Neil Young. Há algum tempo ele se posicionou contra os serviços de streaming, por causa da baixa qualidade da transmissão, e chegou até proibir que suas músicas fossem divulgadas por lá. Porém, isso é prejudicial para ambos os lados (tanto artista quanto fã) que se vêem privados de ter essa relação saudável na internet.

Ao perceber isso, o cantor lançará no próximo dia 1 de Dezembro uma plataforma só sua, a XStream, em que divulgará TODOS seus trabalhos de forma gratuita e com altíssima qualidade, sem compressão: “(O arquivo é) um lugar que qualquer pessoa pode visitar e ouvir canções que já lancei em minha carreira com a melhor qualidade possível. É a forma como ele foi pensado. No começo, tudo será de graça.” – afirmou ele.

Preview da Plataforma do Neil Young

O legal dessa postura do cantor canadense é que, ao invés de negar a nova realidade em que vivemos, ele encontrou uma maneira criativa de manter seu trabalho na rede, ainda que ele tivesse algumas objeções para isso. A gente que é fã fica feliz com posturas como essa!

O ECAD e as mídias digitais

O ECAD abriu definitivamente o segmento de “mídias digitais” em Junho de 2010 e só a partir daí começou a lidar um pouco mais de frente com o problema da distribuição na internet. Porém, desde 2008 já realizava alguns tipos de pagamentos menores relativos às mídias digitais.

Uma das grandes dificuldades encontradas são relativas às maneiras de cobrança. Como isso deve ser feito? Por causa disso, hoje isso funciona de forma específica para cada serviço de streaming como Itunes e Youtube. Questões como periodicidade de pagamentos e porcentagem de valores repassados são negociados com cada plataforma em específico.

No caso do Youtube, por exemplo, o acordo é que a plataforma repasse 2,5% de seu faturamento bruto para a distribuição, sendo que o repasse para o compositor é feito SEMESTRALMENTE e de forma proporcional ao número de visualizações em cada vídeo.

Já no caso do Itunes, a Apple exigiu que para a entrada de uma loja virtual da marca no país, deveria haver apenas UM órgão responsável para o recebimento dos direitos autorais. Diferentemente do que acontecia no sistema tradicional do ECAD em que o dinheiro era repassado para as inúmeras agências associadas e só aí transferidas aos artistas. Por causa disso, foi criada a UBEM (União Brasileira de Editoras de Música) que atualmente cuida das negociações com o Itunes e também com a Deezer, Rdio, Nokia e Google.

É importante deixar claro que: ainda que exista a UBEM e outras instituições intermediadoras, é o ECAD o órgão com maior poder para atuar nessas negociações.

Conheça as 4 rubricas aceitas no ECAD atualmente

O que vale atualmente são 4 categorias:

  • Internet Show: shows exibidos de forma simultânea pela internet. Possui distribuição mensal e direitos apenas para o autor;
  • Simulcasting: transmissão simultâneas de rádios AM/FM na internet. Distribuição trimestral e direitos de autor e conexos;
  • Internet Demais: músicas em sites e rádios digitais. Distribuição semestral e direitos para o autor e conexos.
  • Streaming: serviços como Spotify, Deezer e Rdio e possuem distribuição trimestral e direitos apenas para o autor.

Gostou de saber um pouco mais de como funciona a distribuição de direitos autorais na internet?  Possui alguma dúvida? Comenta aqui embaixo!

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