Editorial

Conheça a Roboto: a banda que tem movimentado o rock independente em BH

Alternando entre canções e músicas instrumentais, o power trio de Belo Horizonte tem feito barulho na capital mineira. A banda foi formada por volta de 2014, em Belo Horizonte, após o desmantelamento da Dee Dees, de rock instrumental, em que três dos integrantes, Breno Assis, Bernardo Novais e Rafael Luciano, formaram a Roboto.

Com uma proposta de unir vários estilos como o punk e o experimental, a banda vem com um som forte e característico de Power Trio. Inspirados em artistas como Sonic Youth, The Stooges e Pelican, eles costumam dizer que o estilo de suas composições vão “do Punk ao Stoner Rock, contando com pitadas de Hardcore e também de Metal”! O que demonstra a dificuldade de definir qual é o som exato que o grupo faz — algo totalmente dispensável em se tratando de boa música! 😀

Preferem se definir como “amigos que amam tocar, compor e se apresentar juntos, que mesmo com influências diferentes, conseguem extrair destas um estilo próprio”. A banda, que passa por uma nova fase agora, acabou de se aliar ao Salitre Records, um selo mineiro independente, e está para gravar dois EP’s, sendo um deles totalmente instrumental e o segundo, que seria uma “parte dois”, totalmente com músicas cantadas.

O show que entrou para a história da banda

Das inúmeras experiências que a banda passou durante esses 4 anos de estrada, a que mais marcou foi a do show de abertura para a Red Fang, conjunto de stoner rock americano que eles são fãs. A escolha foi feita por meio de uma votação online, em que eles foram selecionados, e quando receberam a notícia quase não acreditaram!

A partir daí, foram 4 meses para se preparar para o show — em que eles cuidaram de cada detalhe com muito cuidado: “foi a primeira vez que a gente foi 100% profissional”, nos contaram eles. Investiram em fotos, filmagem, assistentes de palco, técnico de som e, claro, tudo com muito planejamento. Além disso tiveram ensaios mais frequentes, estudo de repertório, preparação de merchandising e etc.

Chegado o dia, foi o momento de curtir todo o trabalho e empenho investidos! Afinal, era a primeira vez da Roboto nos palcos da A Autêntica e isso não tinha como começar melhor: casa cheia, todo mundo curtindo, até os caras do Red Fang estavam lá assistindo cada segundo do show e curtindo pra valer! A repercussão da apresentação foi ótima e saiu até nos jornais, o que acabou por fazer certo barulho no cenário musical de Belo Horizonte.

Nos tornamos outra banda depois dessa experiência.” A apresentação foi uma mistura de desafio, muita preparação, superação e realização! Além do mais, abrir para uma banda em que se tem enorme admiração, não tem preço, né!

Hoje, a Roboto sentiu o amadurecimento que o show proporcionou, estão mais críticos, mais preocupados em fazer um verdadeiro espetáculo! Cuidam agora muito mais da preparação do palco, identidade visual e tudo o mais!

Uma banda que lidera a cena

São várias as iniciativas, movimentos e eventos que a banda promove, seja por conta própria, seja por meio de parcerias! São apaixonados pelo estilo Do It Yourself (Faça Você Mesmo) e procuram sempre divulgar isso entre outros colegas da cena independente.

Todas as iniciativas que a banda participa têm o objetivo de promover a cena musical de Belo Horizonte, gerando networking e conectando bandas com o público. A própria banda que organiza muito dos eventos, dentre eles estão:

  • Festival Independente Vintage 13 – Vintage 13 Pub
  • A Festa “¡Fuego! – Calaveras Bar”
  • Iniciativas junto ao Garagem Rock Bar
  • A festa “Summer Night – Casa do Jornalista”

Além disso, tem a paixão deles: a FUZZ, uma festa que já está na sua sexta edição, que reúne novas bandas em Belo Horizonte, Divinópolis e Itaúna. Esse projeto acabou desembocando na criação de um fanzine impresso, editado por Breno e Bernardo, e que carrega o mesmo nome.

E os caras não param! Há um ano, fecharam uma parceria com a Mutante Rádio e possuem um programa de webradio, semanalmente difundido na rádio de Limeira – SP.

Pra nós, não é só música: uma cena precisa das bandas, dos fotógrafos e filmmakers, das estamparias, da mídia, e claro, de um público que compre a ideia!”

E para nós do Rock Startup, foi uma chuva de inspiração conversar com uma banda tão empreendedora e tão ativa no cenário independente. A Roboto nos mostra, principalmente, que não existe empecilho para quem toma a iniciativa e simplesmente FAZ!

 

Sucesso e vida longa, Roboto! Conte com a gente para o que precisar e que a nossa parceria seja longa!

Trabalhos da Banda

2016 – EP “0001”
2016 – Videoclipe “Se Ao Menos”
2017 – Videoclipe “Aproveite”
2017 – Videoclipe “Flauta Doce”
2017 – Videoclipe “Tempo” – Saiu na Coletânea BH do Barulho!
2018/2019 – Dois EP’s pela Salitre Records a serem lançados!

Integrantes da Banda
Breno Assis – Baixo e Vocais
Bernardo Novais – Guitarra
Rafael Luciano – Bateria, Trompete e Vocais

Contatos e Links
E-mail: robotobanda@gmail.com
Telefone: (31) 98712-7996
Website: https://www.robotooficial.com/

Mídias Sociais
Facebook | Instagram
YouTube | BandCamp

Streaming
Spotify | Deezer
Soundcloud | Apple Music

 

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Empreender na Música

Você sabe a diferença entre uma rede de bandas e um coletivo?

A ideia desse post surgiu a partir de uma realidade que vivemos diariamente aqui no Rock Startup: ao ligar para as bandas que entram na nossa rede, sempre nos deparamos com a seguinte conclusão:

“ah, entendi o que vocês fazem. Vocês são um coletivo!”

Não, nós não somos um coletivo, mas sim uma instituição que gerencia e promove uma rede.

“mas qual a diferença?”

Bom, vamos começar pelo ponto em comum, depois partimos para as diferenças.

 

O ponto em comum: uma associação entre pessoas de vários segmentos com um objetivo em comum de promover uma determinada cultura em um determinado lugar, principalmente por meio dos recursos midiáticos dispostos na internet (blogs, redes sociais etc.).

Agora, entenda melhor as diferenças e como isso impacta na sua banda:

O que um coletivo cultural faz?

Esse termo “coletivo cultural” ficou muito popular nos últimos 10 anos aqui no Brasil, principalmente quando falamos de música underground, pois eles estão muito relacionados.

O grande marco desse momento certamente foi a criação do Coletivo Fora do Eixo em 2005. A primeira ideia desse grupo foi estender a divulgação da produção cultural do país para além do eixo RIO-SÃO PAULO.

No rock, o grande exemplo que nós temos é o Grito Do Rock. Um festival que ocorre simultaneamente em várias cidades do Brasil, com o intuito de promover a música. Você certamente já ouviu falar, pois é muito provável que ele tenha existido aí na sua cidade.

Basicamente, a ideia de um coletivo cultural é realizar a promoção de uma determinada cultura, em sua maioria associada a uma visão política de esquerda, e isso é feito de diversas formas: festivais, workshops, manifestações, movimentos políticos, eventos, oficinas etc.

Geralmente, os coletivos possuem pontos físicos (casas) em cada cidade que participa do movimento e isso tudo surge a partir do desejo das pessoas locais de se unirem a esta causa e promover a sua cultura local com a força do movimento global.

Neste caso aqui, a organização da instituição “coletivo” é feita de forma mais natural, sem plano de negócio, e a maioria dos investimentos são possíveis por causa da existência das leis municipais e federais de incentivos à cultura. Um dos lados ruins disso? Entra governo, sai governo, se o incentivo público acaba, os projetos caem por terra e tudo morre.

O que uma rede como o Rock Startup faz:

O Rock Startup é uma empresa que surgiu com o intuito de criar um produto que ligasse bandas e casas de show. Isto é, bandas querem tocar e casas de show que possuem espaços ociosos.

Para validar essa ideia, começamos a fase de teste do negócio. E com isso, contratamos uma equipe, desenvolvemos uma estratégia, realizamos festivais e conseguimos mais de 500 cadastros de bandas. Tudo com investimento próprio.

Com o tempo, entendemos melhor o que gostaríamos de realizar e identificamos uma carência no mercado: o mercado underground está se fortalecendo, mas a maioria das bandas não sabem como produzir sua própria carreira e a solução para isso é o fomento da cultura empreendedora.

A partir disso, todo nosso investimento vem sendo focado no desenvolvimento de produtos que façam as bandas entenderem que elas são uma empresa — tudo de forma muito organizada.

Isso tudo por uma lógica muito simples: se alguém quer viver de música, ele tem que tornar seu projeto viável. E para que isso aconteça, ele deve se profissionalizar.

Optamos, por isso, por criar uma rede, pois esse é o futuro. Inclusive das organizações: horizontal, baseado em conteúdo colaborativo, de todos para todos. Vejamos o Facebook, o Uber, o Airbnb: grandes empresas, que nasceram na internet e que trabalham em rede.

Basicamente, trabalhar em rede significa: descentralizar poder de informação e troca de experiências. O que não significa que não exista um centro administrativo, gerindo tudo para que os sonhos sejam alcançados.

Esse local existe fisicamente e no nosso caso, está localizado em Belo Horizonte. Porém, com a construção de boas ferramentas e uma ótima gestão conseguimos atender o Brasil todo.

Imagina o Facebook. Imagina se ele fosse como a TV e só o Mark Zuckerberg pudesse postar as notícias e o seu cotidiano? Com certeza isso não vingaria e não atrairia tantos usuários.

Achei importante fazer um aparato geral em nossa origem, para que você entenda o que nos motivou criar uma rede. O início também é uma grande diferença e mostra toda a intenção futura.

 

Em resumo, as 3 grandes diferenças são:

  1. Somos uma empresa e isso significa que realizamos ações com capital privado;
  2. Temos uma estrutura de negócios, isso significa metas, prazos, capital de giro, comprometimento com construção da marca etc.
  3. Somos uma rede, mas o que nos une não é um viés político, mas sim uma vontade de fazer as bandas serem totalmente independentes — a partir da cultura empreendedora. Ou seja, não nos importamos com o caminho que você escolheu ou o que quer dizer e tocar, o que nos importa é fazer você chegar lá!

Essas foram as principais diferenças que achamos importante destacar!
O que você achou? Comenta aqui embaixo!

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Empreender na Música

Pense Fora da Caixa: 5 Dicas para Você Pensar sua Música de Forma Diferente

No mundo do empreendedorismo, a expressão “think outside the box” é muito comum. No Brasil, a tradução literal é “pense fora da caixa” e isso significa um convite para olhar com outros olhos para os mesmos problemas. Se você quer olhar para a sua música com olhos inovadores, continue lendo!

Não dá para olhar para a realidade da mesma forma e achar que isso vai lhe ajudar a encontrar uma saída mágica para as coisas. Você tem que entender que o exercício de olhar de forma totalmente criativa e inédita para os problemas pode te levar muito longe e te fazer ser ÚNICO para o seu público!

Por isso, separamos 5 dicas para você começar a pensar sua música fora da caixa. Confira:

1. Você não precisa de intermediários para falar com seu público

Essa é uma ideia que já vem sendo desconstruída, principalmente se sua banda possui uma vida ativa no cenário da sua cidade e país. Isso porque, se você está na estrada, certamente já percebeu com as experiências que não existe mais esse papo de ter um intermediário, como uma gravadora, por exemplo, que aproxime sua música ao seu público.

Com a invenção da internet, essa barreira e esse bairrismo foram postas abaixo. Exatamente por isso, também, que o cenário underground vêm ganhando cada vez mais força.

Para você que ainda não caiu na estrada e está estudando as melhores maneiras para fazer a sua música dar certo, comece a pensar dessa forma de uma vez por todas: você não precisa de intermediários para falar com seu público!

Por isso, não fique esperando que vão descobrir a sua música por acaso, por melhor que ela seja. Também não espere que o Rick Bonadio vai te produzir e por isso sua carreira vai estar garantida. Trabalhe em conquistar de verdade seu público e transformá-los em seus fãs!

Uma carreira musical forte e estruturada, nos dias de hoje, precisa necessariamente de uma base de fãs conquistada por meio das redes. Portanto, mãos à obra! Vá atrás do seu público alvo. Ferramentas gratuitas de interação social e de divulgação do seu trabalho é que não faltam!

2. Entenda a gravação antes de ir pro estúdio

Outro mito e comodismo que as bandas geralmente têm é em relação ao momento de gravação. Isso porque a maioria pensa que, só o fato de estar pagando um profissional isso seja suficiente para fazer a sua música acontecer. Isso não é verdade.

Isso vale principalmente para a galera que produz para o mercado autoral. A música é sua, então só você sabe o jeito que ela tem que ser, o jeito que você imaginou e que vai passar a emoção que você quer.

Para que isso seja feito da forma esperada, sua banda não pode depender APENAS de um bom profissional. É necessário que antes de partir pro estúdio, se estude de forma geral como é feita a gravação para que você possa aproveitar o máximo os recursos que existem para fazer a sua canção acontecer da melhor forma.

3. Pare de divulgar: interaja!

As redes sociais não foram feitas para ser uma vitrine de seus produtos. Esse marketing tradicional não funciona nas mídias digitais. Elas existem para gerar valor por meio de trocas e interações. Portanto, antes de chamar todos os seus amigos para curtirem a sua fanpage no facebook e encherem eles de propaganda sobre sua agenda de shows e seus produtos lançados, invista em gerar conteúdos relevantes e que agreguem valor para seu fã!

4. Nem sempre seu amigo é seu fã!

Essa é uma dica muito importante para você que deseja ir além e realmente pensar fora da caixa. Seu amigo não é seu fã! Isso não significa que ele não goste verdadeiramente de sua música e de seu trabalho. A questão aqui é que ele não é a pessoa mais apropriada para te dar um feedback real sobre o seu som, já que ele acompanhou a sua luta e viveu os bastidores disso e também pode não querer dizer a verdade para não lhe desagradar.

Busque opiniões de pessoas neutras, que não vão ser influenciadas pelo aspecto afetivo e pessoal com você, e que possa lhe dar críticas realmente construtivas sobre o seu trabalho. Aqui no Rock Startup a gente faz isso regularmente, à pedido das bandas. Se você tem um som autoral e deseja receber um feedback construtivo sobre seu som, mande um email para musica@rockstartupfestival.com.

5. Entenda que a colaboração vai te levar mais longe

Tire da cabeça de uma vez por todas a ideia de que se você compartilhar contatos e dar dicas espertas sobre os erros e as experiências que sua banda teve isso vai fazer com que outras bandas saiam na sua frente!

Não existe concorrência no ramo da música. Seu público pode escutar o seu som e de mais outras bandas e gostar de todas da mesma forma. Quem pensa assim pode estar querendo se defender porque não possui uma identidade musical – algo bom e único, realmente inovador, que as pessoas vão querer consumir.

Tem espaço para todo mundo e mais: um cenário colaborativo torna as oportunidades mais ricas para todos! Essa é a tendência do mundo em rede que vivemos e deixar isso de lado é andar pra trás.

Gostou do exercício de pensar um pouco fora da caixa sobre essas questões? Tente aplicar esse exercício de pensar diferente do esperado e verá muitas vantagens na sua carreira! Comenta aqui embaixo como tem sido essa experiência e como essas dicas te ajudaram! Até a próxima!

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