Empreender na Música

Desorquestra conta como foi realizar sua primeira turnê fora de casa!

Como de costume, em todo festival que o Rock Startup realiza, semanas antes é feito um encontro presencial para que as próprias bandas possam saber não somente todos os detalhes do evento, mas também possam trocar figurinhas entre si e aprender. Foi num desses encontros que a DESORQUESTRA conheceu a banda PENSE .

A partir desse encontro, nasceu a ideia da Desorquestra “meter o louco“, como sugerido pelo Cris da PENSE e se esforçar para tocar em outras cidades fora do seu estado! Depois de quase 1 ano de trocas e prosas, eles finalmente conseguiram fechar uma turnê por SP e interior, que somaram ao todo 4 shows para a banda em um fim de semana!

Como a gente sabe que esse é um dos passos mais difíceis de se conseguir, principalmente pelas dificuldades de investimento em mini turnês como esta, resolvemos entrevistar o vocalista Leo da Desorquestra para que ele pudesse explicar melhor para as bandas da rede do Rock Startup como isso tudo foi possível!

Confira a entrevista completa abaixo!

  1. Como foi o processo para fechar uma agenda de shows em outro estado? (logística, parcerias, etc.)

A gente não vai ficar em hotel e tudo mais, aquele rolé patrão, mas a gente conseguiu tocar em um hostel lá em São Paulo e por causa disso, os caras estão descolando quartos nesse mesmo Hostel para a gente ficar. Em resumo, a gente foi dando um jeito de descolar a hospedagem e conseguimos!

  1. Essa é a primeira “turnê” que vocês realizam? Se sim, por que isso aconteceu agora? Por que tomaram essa decisão?

Como turnê acho que sim. A gente já fez alguns shows em sequência e BH e outra cidade, mas com esse nome e com a programação toda, nunca fizemos não! É difícil se programar, né (sic)?! A questão da cena autoral é um pouco mais complicada e depois de lançado o segundo disco a gente tá pretendendo fazer isso várias vezes, passando por outros estados, por outras cidades. É uma programação nossa e a gente está aprendendo a fazer isso também!

  1. Como o ROCK STARTUP ajudou a banda a se conscientizar das possibilidades de alcançar esse objetivo?

O  Rock Startup nos ajudou quando a gente conversou com a galera da banda PENSE, em um dos encontros, sobre essa questão, e eles nos aconselharam a fazer isso! Fomos trocando uma ideia com a galera do PENSE que a gente conseguiu também desenvolver essa nossa ideia!

  1. Quais as principais lições vocês tiraram dos relatos da PENSE e aplicaram na prática para dar certo?

É exatamente isso, quando a gente tocou com os caras, porque depois do Rock Startup Festival os caras do PENSE nos chamaram para tocar com eles em um show n’A Autêntica, então a gente manteve o contato e fomos desembolando o negócio lá em São Paulo! Tudo foi indo cara, foi meio que natural, foi uma bela ajuda, boas ideias, e as experiências dos caras falam também, ajuda muito!

  1. Quem está financiando essa turnê? Se foi do próprio bolso, como isso foi planejado anteriormente?

A turnê tem grande parte que a gente vai resolver em questão de cachê ou a gente vai ficar num hostel, igual eu te falei, que a gente vai tocar. Num (sic) outro rolê a gente não ganha, mas a gente ganha um rango. Tá tudo meio no zero a zero, acho que a gente deve desembolsar sim parte da grana do nosso bolso, mas a intenção é a divulgação!

  1. Como vocês identificaram as cidades que deveriam tocar? Ou isso aconteceu por acaso?

Ah! A gente quer ir para qualquer buraco, a gente não tá tentando fazer muita escolha de cidade, não! Claro que essencialmente as cidades daqui do sudeste, Rio, São Paulo, BH e até Vitória são polos da cultura da música. A gente pretende ir para o Sul também, né, Curitiba, Floripa, Porto Alegre, tem um nicho legal lá! No Nordeste tem uma energia boa, mas isso tem que ver a questão de grana, os valores, as possibilidades, as opções, é um pouco difícil você chegar lá sem ninguém conhecer nada e tudo mais!

Mas vamos tentar cara, a gente pretende aprender muito com esse rolê para aplicar em outras cidades também, em outros lugares!

  1. Quais as expectativas para essa turnê?

Cara a nossa expectativa para essa turnê é… é de divulgação, diversão, de concluir um planejamento longo que a gente fez com os caras da Música Agosto, e aprender! A gente quer aprender, como eu disse agora na ultima resposta, para a gente poder aplicar isso em outras ocasiões, em outras oportunidades, por que é muito importante pra gente conseguir fazer isso em outros lugares também!

  1. Você se lembra qual foi a primeira ação que você tomou quando decidiu ir em direção a esse objetivo? (ex: liguei para produtores, casas de shows ou amigos de outros estados)

Quando a gente tava buscando isso, inicialmente a gente ligou para casas de show pelo Brasil e a recepção não é muito boa porque o cara quer alguém que traga público. Se você fala assim “eu sou uma banda de BH e eu quero tocar ai”, o cara fala assim “Olha bicho… vocês não tem público, como que faz?! Eu posso te dar um Cachê X”.  Aí geralmente é um cachê muito pequeno ou nenhum! Então é difícil rodar: gasolina tá caro pra caralho, nossa banda são 6 neguin (sic) num carro só!

Mesmo assim tem equipamento, você chega nas casas não tem um amplificador de guitarra pelo menos que é o que enche um porta mala! Existem poréns pracaralho, então a gente gente deu tiro pra tudo quanto é lado! E quanto a outras bandas de outros estados as respostas são assim “aaah velho, também quero ir pra BH, se você descolar um rolê pra mim eu animo”! E aí a gente descobriu que o intercâmbio é a saída de começar a criar vínculo em outros lugares!

  1. O que vocês pretendem realizar depois disso?

Depois disso a gente pretende aplicar, igual eu falei, em outras ocasiões!

  1. Qual dica vocês dariam para bandas que querem realizar o mesmo?

Movimentar, conversar com os músicos de outras bandas, geralmente dé mais certo, é muito difícil e tal, mas é interessante vencer um passo a passo! Inicialmente, fazer um bom disco, uma boa gravação de áudio, começar a trabalhar a questão de vídeo, questão de site, mídias sociais e assim que você tiver essa base, é hora! Ter um bom show né, não é só chegar e tocar!

Desenvolver também uma boa apresentação, sabendo fazer emendas de músicas, saber o que falar nos intervalos! E aí na hora que a banda se sentir pronta e já fizer os shows aqui em BH e na região próxima, é começar a sair fora!

Mas não adianta sair fora também se não vencer algumas etapas, eu acho! O lance é tentar ir evoluindo como banda para chegar e apresentar um material melhor, uma apresentação melhor! A solução é investir nas gravações, nos clipes e em festivais que possam concorrer, e tentar claro, fazer esses intercâmbios, tocar em casas de outras cidades, outros estados, e por aí vai, sacou?!

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É isso aí! Tocar fora é muito importante, mas existe um momento da carreira de uma banda independente exato para realizar esse tipo de investimento! Você não sabe qual é a fase que sua banda está? É só clicar aqui e para receber o diagnóstico da nossa FÓRMULA ROCK!

Agora, se você curtiu a entrevista e deseja saber tudo o que o Cristiano da PENSE realmente nos ensinou sobre meter o louco e tocar por todo canto do Brasil, é só acessar essa matéria que fizemos aqui.

 

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Playlist Rock Startup: Faça parte da playlist oficial de bandas da rede!

Como vocês já sabem, todo mês nós preparamos uma playlist de rock autoral das bandas da rede Rock Startup, é sempre muito massa conhecer de perto o trabalho de cada artista independente, e uma das formas que o Rock Startup encontrou para divulgar o trabalho de suas Bandas Startups foi criando a Playlist de Bandas da Rede no Spotify!

Já rolaram 5 playlists ao todo e foram 44 bandas selecionadas, cada banda em uma determinada playlist com uma temática própria, umas mais agitadas, outras mais calmas, outras para homenagear as mulheres musicistas e por aí vai!

Se liga no que já rolou!

Playlist: Bota o Pé na Rua!
Somba, Folsoms, Bemvirá, Trialgo, Leso, Nasio, Tango Charles, Cordilheira, Ink e Gamp

Playlist: Se Liga no Riff!
Preto Massa, Rockstrada, Remove Silence, Studio zero, Eduardo Branca, Camaleão e os Bichos do Mato, Moskkana, Condilheira, Allos e Scars From the Last fight

Playlist: Feliz e Nada Mais!
Desorquestra, Dom Pescoço, Rockstrada, Caosbanal, Sociedade Crua, Rocket Five, Todos os Céus, Supersonido, Erwins e Os Juls

Playlist: Rock das Mina!
Nathália Pôrto, Vox Ignea, Teorias do Amor Moderno, Bum Pump., Lili Band, Carcadia, Night Ticket, Dead Parrot, Elder King, Dopaminas e Napkin

Playlist: On The Road!
Roboto, Gamp, Bud Pump., Sofá a Jato, Trialgo, Revolução, Banda Gente, Dom Pescoço, Lobos de Calla e Eliezer Gonçalves

Para participar basta clicar no botão abaixo!

Cadastre sua banda, e quando rolar uma playlist que combine com sua música, lançamos e te avisamos!
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Entrevista: Lobos de Calla conta tudo sobre a indicação de “Verdade Absoluta” para o 6° Festcine, no Paraná

Que a vida imita a arte já virou senso comum, mas neste caso aconteceu uma dessas coisas lindas de se ver: uma música que transbordou as barreiras do seu segmento artístico e se estendeu até um outro: o cinema. Quando essas coisas acontecem, a gente se lembra de que na verdade, como disse Gombrich “a arte não existe, o que existe são os artistas”.

No último dia 19, a banda da rede Lobos de Calla, que tocou em duas edições de nosso festival, foi surpreendida com a ótima notícia de que seu videoclipe “Verdade Absoluta”, gravado há 4 meses e produzido de forma 100% independente, é um dos indicados do 6° Festcine, o Festival de Cinema de Pinhais no Paraná!

Ao sabermos disso, vibramos junto com eles — pois, pelas redes sociais pudemos acompanhar todo o processo de gravação do videoclipe, que você pode conferir melhor neste vídeo aqui, como também desabafos emocionados na página oficial como:

Foram dez horas de trabalho, pouquíssimo tempo para comer alguma coisa e muita vontade pra fazer acontecer! A gente nem sabe como agradecer!”

Gratidão!Foram dez horas de trabalho, pouquíssimo tempo para comer alguma coisa e muita vontade pra fazer…

Publicado por Lobos de Calla em Segunda, 13 de novembro de 2017

Foto: Equipe no Galpão Cine Horto

Além de vibrar juntamente com eles, achamos mais do que necessário compartilhar essa história aqui no blog e fazer com que outras bandas da rede possam se inspirar com essa bela trajetória!

Nessa breve entrevista, o baixista Bernardo Silvino contou todos os detalhes para a gente de como foi essa conquista! Confira e se inspire! Parabéns, Lobos!

Como foi esse processo de gravação do videoclipe independente?

“Surgiu do acaso, enxergamos uma oportunidade onde teoricamente não tinha. Tudo iniciou quando eu (Bernardo) comecei um curso de iluminação cênica, eu precisava apresentar um projeto final para o curso, foi quando tivemos a ideia de fazer o videoclipe! Tínhamos a ideia e vontade de realizar, mas estávamos sem um centavo!”

Como foi a seleção da equipe?

“Partiu dos colegas que faziam o curso comigo, eles abraçaram a ideia de um jeito incrível, daí surgiram parcerias e apoios super importantes que fizeram o videoclipe ser possível. Fizemos uma pré-produção digna de cinema, com direito a storyboard e tudo mais.”

Por que escolheram esse local para gravar o videoclipe?
“Quando visitamos o teatro antes das gravações, na hora veio em mente a nossa música, e nós pensamos que casaria muito bem. É um local escuro, grande, onde eu já frequentava por conta do curso, e com os nossos contatos e o apoio dos professores, conseguimos uma data e um horário!

Qual foi o maior desafio de vocês nesse processo?
“O tempo era escasso! Nós tínhamos que fazer tudo dar certo naquele dia e naquele horário pois dificilmente teríamos uma nova chance”

 

Pretendem voltar a fazer um trabalho assim?

“Estamos dando muito foco no audiovisual, pretendemos fazer um videoclipe para cada faixa do novo álbum que lançamos”

O que vocês diriam para quem pretende gravar um videoclipe independente?

“Tem que tomar muito cuidado, uma ideia jogada no ar não vale de nada, o que vale é a execução, não use a falta de equipamento para não realizar, tem muito celular com câmera de qualidade, youtube está aí você aprender a editar, tem que ter foco, botar em prática, executar e buscar as parcerias para fazer isso se realizar”

Como que foi a participação e indicação no Festival de Cinema de Pinhais?

“Foi inesperado mas as inscrições abriram logo depois de estarmos com o videoclipe pronto, participamos já com tudo na mão”

Como vocês se sentiram quando foram indicados?

“Uma alegria muito grande, foi um trabalho feito com muito suor e lágrimas, sem nem um tostão do bolso, tivemos muitas pessoas que acreditaram na banda, tivemos o apoio dos professores e dos nossos parceiros”

O fato da indicação mostra a capacidade de vocês em realizarem um bom videoclipe independente, vocês pretendem realizar esse mesmo trabalho com outras bandas?
“Na verdade nem tinha pensado nisso, tivemos uma sincronia legal, por que não? É interessante talvez se organizar, a banda ganha um videoclipe, quem produz ganha um portfólio, é uma relação ganha ganha”

Gostou da entrevista? Confira o videoclipe na íntegra:

FICHA TÉCNICA:

Direção e Roteiro: Taísa Campos
Produção: Bernardo Silvino
Direção de Elenco: Danielle Fortunato
Direção de Fotografia: Andrey Zanetti
Iluminação: Andrey Zanetty, Bernardo Silvino, Danielle Fortunato, Taísa Campos
Direção de Arte: Taísa Campos Edição: Bernardo Silvino e Taísa Campos
Técnico de Iluminação: Orlan Torres (Sabará)
Música Original: Lobos de Calla
Elenco: Eduardo Ladeira, Bernardo Silvino e Diego Mancini (Lobos de Calla); Danielle Fortunato
Orientadores: Jésus Lataliza e Rodrigo Marçal

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