Empreender na Música

Entrevista: tecladista da banda Shaman conta um pouco da turnê que chegará em BH em Dezembro

Após 12 anos, a banda SHAMAN, formada por ex-integrantes do Angra, resolveu se reunir mais uma vez nos palcos. Para comemorar o encontro, eles saem pelo Brasil com a turnê “Shaman Reunion”, que já está acontecendo desde o dia 22/09 e chegará aqui na capital dos mineiros no dia 01/12.

Batemos um papo com o Fábio Ribeiro, músico, produtor e integrante da Shaman e também da banda REMOVE SILENCE, uma grande banda também ,e que faz parte aqui da rede do Rock Startup. Ele nos contou um pouco sobre sua experiência e também falou sobre o que ele possui de expectativas para a “Shaman Reunion”. Confere aí!

 

– Fale-nos um pouco sobre você, Fábio.

Difícil responder olhando de dentro para fora, haha! Estou aqui desde 1969, praticamente meio século, a maior parte deste período dedicada à música. Faço o que gosto, em primeiro lugar. Então, por sorte, o trabalho sempre foi uma gratificação pelos esforços que para mim são encarados como diversão, experiência e aprendizado. Sou do signo de virgem, dizem que o perfeccionismo e a chatice imperam. Mas já fiz boa parte do tratamento que a vida nos impõe para domar uma coisa em favor da praticidade e outra em favor de mais tranquilidade e bem estar.

 

– Como você define sua participação e contribuição musical para o SHAMAN? Como foi toda essa trajetória com eles?

Fui convidado para fazer os teclados da banda assim que a mesma foi criada em 2001. Foi uma transição natural, já que eu era anteriormente o tecladista do Angra. Com a ruptura em 1999, todos nós estávamos no mesmo barco. Sempre gostei muito de tocar com esta banda, pois o som reflete o tipo de Heavy metal que eu curto de verdade, principalmente a aproximação conceitual e musical do segundo álbum – Reason – o qual considero o melhor trabalho do estilo já lançado no Brasil, independente da minha participação. É um álbum realmente bem diferente em relação a grande maioria, uma sonoridade bastante ousada, principalmente para a época. Foram misturados arranjos clássicos com uma pegada moderna muito distinta, um som mais direto e envolvente que transmite muita personalidade, algo que considero primordial no estilo e que muitas vezes é negligenciado pelas bandas.

 

– Quais as suas expectativas para essa turnê do Shaman?

Para mim, este retorno foi uma enorme surpresa, algo que eu não imaginaria. Outra grande surpresa também foi a forma com a qual nos reintegramos tão naturalmente após tanto tempo. Logo nos primeiros ensaios, já estávamos muito bem entrosados, como se nunca tivéssemos parado de tocar estas músicas.

No início, a ideia era apenas um único show de reunião, como uma celebração. De fato, este retorno aconteceu devido ao amor e a pressão dos fãs, aos quais temos que agradecer muito! Mas a receptividade do retorno foi tão grande que acabou gerando mais datas, que estão sendo acrescentadas cada vez mais. Particularmente, eu espero que isso se estenda para uma turnê maior e, quem sabe, um novo trabalho inédito. Tudo depende destes primeiros resultados.

 

– Quais as surpresas reservadas para o show de abertura e os demais da Turnê Shaman Reunion?

O show terá diversos pontos especiais. Preparamos algumas surpresas para os fãs que curtem Shaman desde aquela época, algumas coisas para despertar mais ainda a sensação de nostalgia. Serão shows muito especiais para todos nós

 

– Sabemos que você faz parte da banda REMOVE SILENCE, nos conte um pouco sobre a banda e os seus trabalhos com ela.

A banda está completando onze anos. O primeiro álbum – Fade – foi lançado em 2009. Este álbum foi pré-indicado ao Grammy nos Estados Unidos, o que foi uma enorme surpresa para nós e outro fato muito gratificante para mim. Em 2012 lançamos o álbum Stupid Human Atrocity. Em seguida, os EPs Little Piece Of Heaven de 2014 e Irreversible de 2015. Recentemente, foram disponibilizados os singles Raw e Middle Of Nowhere, que farão parte do próximo álbum, a ser lançado dentro dos próximos meses.

 

– Além de tecladista, você exerce várias outras atividades paralelas. Conte-nos um pouco sobre isso

Desde o final dos anos oitenta eu atuo na área didática, oferecendo cursos sobre programação de sintetizadores, tecnologia e, mais recentemente, produção musical. No início dos anos noventa, passei a trabalhar com consultoria para grandes empresas fabricantes de instrumentos musicais eletrônicos. Fui o primeiro consultor da Korg no Brasil, em 1993. Em seguida, trabalhei para a Kawai e para a Clavia/Nord. Hoje, sou um dos Artistas Korg no Brasil, que são músicos patrocinados pela marca. Na área de produção, montei o estúdio The Brainless Brothers em 2001, onde atuo como produtor e engenheiro de som. Trabalhamos com produção de bandas, publicidade, trilhas sonoras, dublagem e diversas outras empreitadas musicais, como o desenvolvimento de programas e timbres dedicados para instrumentos musicais eletrônicos. Recentemente, uma das minhas coleções de timbres personalizadas foi incluída como parte integrante do aplicativo Poison-202, um sintetizador virtual para sistemas Mac OS e iOS desenvolvido pela empresa Jim Audio. Este é um dos trabalhos que mais gosto de desenvolver desde os meus primeiros anos como sintesista, quando já costumava virar do avesso os sintetizadores que eu usava. Eu também acredito que os timbres de um tecladista constituem uma parte enorme de sua personalidade musical, então sempre investi muito tempo nestes esforços.

 

E aí, tá animado para ver o show da Shaman em BH? Comenta aqui embaixo um fato marcante envolvendo a banda!

 

Ingressos à venda aqui: https://goo.gl/GJvZ5r


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Telefone: 98118-8910 – Sônia – Produção
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