Empreender na Música

Como meter o louco e sair tocando por várias partes do Brasil

Esses dias postamos em nosso perfil do instagram uma foto de nosso CTO guitarrista e metaleiro, Marcelo, conversando pelo Skype com uma outra banda de São Paulo para formarem uma parceria para shows.

Como vocês se interessaram bastante pelo assunto, resolvi criar, como prometido, uma matéria aqui no blog sobre tudo o que você precisa saber para meter o louco e sair tocando por várias partes do Brasil.

Confira:

Faça Amigos

Esse é um tópico que pode mudar completamente toda a história de uma banda. Pode parecer clichê, mas o ouro na jornada empreendedora é o networking. E eu estou falando aqui de conhecer gente e de uma mudança de postura.

Estar aberto para novos encontros, sejam de quais tipos, é uma forma de começar a atrair novas possibilidades e novas portas. É assim que tudo acontece, confie em mim!

Atualmente, bandas do cenário underground conseguem angariar centenas de fãs e viver de música, mesmo não estando no mainstream. É o caso claro dos nossos parceiros da banda Pense — que lotam qualquer evento que fazem e possuem um público que compra os produtos da banda e canta todas as canções. Estivemos em um show deles recentemente e é emocionante de ver isso acontecendo!

Mas sabe por que isso é possível? Porque esse cenário é muito colaborativo. Portanto, se você deseja sair tocando pelo Brasil a primeira coisa que tem que ter em mente é: contribua colaborativamente, dê antes de receber, gere valor, faça amigos, pois este é o caminho para conseguir espaço na cena (que está vivíssima, por sinal!)

Trabalhe Intercâmbios

Essa é uma ótima sacada para começar a engordar sua agenda de shows. E é exatamente isso que o Marcelo estava fazendo outro dia com essa banda amiga de São Paulo, a Spallah — que, à propósito, eles conheceram pela internet.

Quer tocar mais? Faça intercâmbios! Na prática, encontre uma banda de outra cidade, estado ou até país que tenha a ver com seu público ou que possa fazer uma mistura legal com seu som e combinem de realizar shows juntos. Existem, basicamente, TRÊS MOTIVOS para que isso gere bons resultados:

  • Menores Custos

Imagine realizar um festival por conta própria para divulgar um novo trabalho. Esse evento exigirá um bom investimento financeiro e econômica da banda, certo? Pois é, o bom de fazer intercâmbios é poder dividir os encargos com mais pessoas, tornando o processo mais barato e também mais fácil de ser executado.

  • Compartilhar público

O grande lance de fazer colab com outras bandas é a possibilidade de divulgar seu trabalho para um público maior. Por exemplo, a banda Pense, que toca um hardcore, em seu último show convidou uma outra banda parceira de nossa rede a Desorquestra, que toca um estilo mais pra ska.

Essa troca possibilitou que o público da Pense conhecesse o trabalho da Desorquestra e com certeza, hoje eles têm mais pessoas que escutam o seu som do que antes. Agora imagina fazer isso, no modo hard, durante 6 meses seguidos? Muda bem o cenário pra banda.

  • É mais fácil para uma banda arranjar espaço na cidade que conhece

Realizar intercâmbios é muito vantajoso porque fatalmente a banda local é a que conhece melhor os recursos e as pessoas da cidade que podem ajudar na produção de um evento. Para uma banda de fora vir tocar em Belo Horizonte sozinha, ela precisaria de estudar as principais casas de shows e ainda os produtores disponíveis para fazer a coisa acontecer.

Tendo uma banda parceira moradora da cidade, que também tenha interesse em tocar fora, é uma grande vantagem! A parceria da banda do Marcelo com a Spallah vai fazer com que eles toquem em São Paulo e a banda venha pra cá. Massa, né?

Em uma entrevista que fizemos com o Marcos, da banda da rede Desistência Zero, eles nos contou como foi a experiência de aplicar essa dica, que deu muito certo:

.Gerou expectativa maiores;

.Maior reconhecimento da Banda;

.Aguçou a vontade de mostrar o trabalho;

.Inspirou a banda a continuar o trabalho com mais qualidade e conteúdo.

“Sempre procuramos crescer, como banda, como músicos, como pessoas. Tivemos contato com pessoas que não conhecíamos e nos surpreendemos com a humildade e a recepção deles. Isso fez com que acreditássemos no futuro da banda, pois vimos experientes bandas ainda firmes no cenário Underground gerando essas oportunidades”, contou Marcos.

Otimize os recursos

Esse tópico depende muito do perfil da banda, de quanto tempo ela está na estrada e qual a disposição para meter o louco! Antes de continuar, comente abaixo numa escala de 0 a 5, qual a disposição da sua banda para meter o louco atualmente:

0 a 2 – Caramba! Só toco se o esquema for muito certo e confortável!

3 a 4 – Bom, se tiver um teto pra dormir eu estou indo!

5 – Me dê uma data que eu dou o jeito!

Voltando….

Uma ótima dica aqui e também um ponto que faz a diferença em qualquer empreendimento é a otimização de recursos. Já ouviu falar que não importa qual o tamanho é o seu recurso o que importa é como você utiliza ele? Pois é, não adianta ter muita grana e sair desperdiçando oportunidade por aí. Uma banda que tenha baixo recurso financeiro mas saiba otimizar isso, com certeza tem mais vantagem e irá mais longe!

-ok, mas como eu faço isso na prática?

Bom, se você conseguiu um show longe em um fim de semana numa capital, ou em um festival que cubra suas principais despesas, por que não aproveitar o deslocamento e aproveitar para fechar o fim de semana de shows nas cidades vizinhas — que geralmente não conseguiriam arcar com todos os custos para trazer sua banda?

Desta forma, você otimiza os recursos que te levaram até ali e consegue difundir sua música para mais gente e de quebra, toca pra caramba no fim de semana! Por que tocar uma vez se você pode tocar 3 vezes no mesmo fim de semana?

Todo esse tipo de saída criativa pode existir, o que você precisa é mudar sua mente! Comece a se acostumar a olhar para os problemas como uma forma de solucioná-los de forma criativa. Essa postura vai mudar sua vida, te garanto!

Meta o louco!

Bom, por fim, é chegada a hora de meter o louco!

Todas as dicas que dei aqui neste post são apenas orientações, um pontapé inicial para fazer você e sua banda pensarem fora da caixa e começarem a visualizar como é possível trilhar esse caminho e se sentir realizado!

Não há fórmula mágica, muito dessa estrada se aprende fazendo, colocando a mão na massa.

Por isso, não fique de braços cruzados, explore caminhos, faça acontecer!

Como diria Raul:

“Nunca se vence uma guerra lutando sozinho, cê sabe que a gente precisa entrar em contato!”

Boa sorte e conte com o Rock Startup nessa aventura! Vai ser um prazer ajudar vocês!

Tem alguma dica que poderia agregar para outras bandas e que não citamos aqui? Comenta aqui embaixo a sua sugestão!

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Editorial

Editorial Banda – Mmagistro

A banda dessa semana é a Mmagistro, rapaziada muito conhecida aqui do Rock Startup por terem participado de 2 (dois) festivais nossos! Eles inclusive nos contaram que participar do Festival foi uma grande realização para a banda — o que nos deixa bastante felizes!

Nosso primeiro contato foi em 2016, com uma dupla chamada “Lá com Sétima” e formada por Ifen Magistrum e Dennis Limones. Na época, em nosso primeiro festival, o Ifen até me entrevistou para o canal dele no youtube. Bem legal lembrar do começo de tudo! =)

Na segunda apresentação da banda, já como Mmagistro, essa turma presenteou o festival com uma formação que tinha até violoncelo e violino!

Após muitas tentativas para encontrar a formação ideal, eles se mantiveram firmes e atualmente a banda segue com uma formação sólida no caminho de concretizar seus objetivos!

 

Principais Influências

Quando perguntamos das principais influências da banda eles foram categóricos: Rock N Roll, Hard Rock, Blues e Heavy Metal e se inspiram em bandas como Black Sabbath e Deep Purple.
Em suas músicas, gostam de abordar temas como política, filosofia, misticismo, cultura, desilusões amorosas e também se consideram “experimentais”.

Em 2018, a banda que hoje conta com Dennis Limones (Guitarra, Violão e Teclado), Mateus Henrique (Violoncelo, Violino, Violão, Baixo, Gaita, Teclado, Sanfona) UFA!,
Alex Sander (Bateria) e Ifen Mmagistrum (Vocal), pretende continuar executando seus próximos planos: gravação de um EP, realização de Videoclipe e todo um plano de Marketing.

 

Como toda banda que ama e respira música, o que eles buscam é obter reconhecimento internacional e estão brigando por isso!

 

Obrigado por participar de nossa coluna semanal, banda! Nós também acreditamos que viver de música e obter reconhecimento por isso é totalmente possível e continuamos juntos nessa! Vamos juntos! Lets rock!

 

Contatos e Links

E-mail: catch.odilon@gmail.com
Telefones: (31) 97365-3436 / (31) 3109-3345 – Ifen

Redes Sociais
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YouTube

 

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Empreender na Música

Você sabe a importância de conhecer os equipamentos do estúdio?

Em uma matéria que fizemos na semana passada, listamos as 6 etapas da produção musical. Se você leu todas, percebeu que a mais importante que destacamos foi a pré-produção.

Mas por que ela é a mais importante?

A etapa da pré-produção é muito importante porque é o momento em que forma da música será desenhada definitivamente. É também o momento em que toda a preparação e planejamento serão desenvolvidos, para que a captação funcione de maneira impecável. (se for preciso, volte ao texto que fizemos e entenda melhor).

É na etapa da pré-produção também que você deve pesquisar mais a fundo quais equipamentos serão usados no processo de captação e como isso funcionará. Por isso, esse texto pode te ajudar! Quais os benefícios de conhecer os equipamentos do estúdio antes de gravar?

 

Otimizar o tempo na fase da captação

Quando fechamos a gravação de um single ou um CD em um estúdio, temos um tempo para realizar todo o processo. Até porque, não é interessante para o estúdio agarrar em uma produção, pois ele perde a possibilidade de fechar com outros clientes.

Por isso, ir ao estúdio e conhecer melhor sobre os equipamentos disponíveis e as formas usadas para captação pode adiantar em muito esse processo, pois irá fazer com que você chegue no dia da captação bem mais familiarizado com tudo.

 

Conseguir o melhor som do seu instrumento

Cada equipamento tem uma particularidade e vai transmitir o som de uma determinada forma e com um determinado timbre — o que influenciará fortemente no resultado. Vamos supor que você está acostumado a ensaiar em um estúdio, com determinados equipamentos e está bem familiarizado com eles. Todas as composições da sua banda foram feitas a partir deles, inclusive.

No momento de gravar (caso seja feita em um estúdio diferente), o som que você estava acostumado a tirar pode sair bem diferente caso sejam outros equipamentos. Inclusive a acústica do local influenciará também no momento de captação.

Por isso, use o momento da pré-produção para se familiarizar com todas essas variáveis e entender qual som aqueles recursos disponíveis podem trazer para a sua música.

 

Melhorar a comunicação com o seu produtor musical

Todo compositor cria um trabalho com uma ideia na cabeça — o que aos poucos vai se transformando quando colocada em prática. E geralmente, todo autor é muito apegado à sua criação.

Porém, quando uma banda chega no estúdio, ela tem que entender que a música executada ao vivo não será exatamente a mesma da gravada. Isso porque além de algumas das variáveis já citadas acima, o produtor musical certamente irá dar sua opinião a respeito da composição e das formas que ele (com seu know how e experiência) pode agregar para que a canção fique ainda melhor.

Por isso, saber como os equipamentos funcionam e como será feita a captação, pode melhorar a comunicação da banda com o produtor. Isso é muito importante porque, apesar dele ter toda a parte técnica do negócio, somente quem a produziu sente qual é o feeling e a verdade que deseja passar — e isso não pode ser perdido.

Por isso, para ter argumentos com seu produtor e conseguir comunicar melhor com ele, você deve conhecer melhor os equipamentos do estúdio.

 

Gostou de saber a importância disso? Espero que esse post tenha lhe ajudado a aproveitar melhor sua pré-produção! Boa sorte!

 

Conhece algum outro benefício que não citamos no texto? Comenta aqui embaixo!

 

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